Pular para o conteúdo principal

Hemangioblastomas

 

Os hemangioblastomas são tumores benignos de histogênese incerta, classificados como grau I pela OMS e correspondem a 1-2% dos tumores intracranianos. Habitualmente ocorrem no cerebelo, em adultos jovens. Ao exame histológico são compostos por rede capilar e células estromais vacuolizadas.

Comentários

  1. O hemangioblastoma é um tumor benigno vascular do sistema nervoso central, de crescimento lento, mais no cerebelo, no tronco cerebral e na medula espinhal, respondendo por aproximadamente 7 a 10% dos tumores da fossa craniana posterior em adultos. Tais tumores podem ocorrer espo- radicamente, cerca de 75% dos casos, ou como componente da doença von Hippel-Lindau (VHL), uma síndrome herdada de maneira autossô- mica dominante, que se manifesta através de tumores benignos e malignos, entre os quais hemangioblastomas, angiomas de retina, carcinomas de células renais, feocromocitomas, entre outros. Há diferentes manifestações entre os casos esporádicos e aqueles relacionados à VHL.

    Os hemangioblastomas esporádicos são mais comuns no cerebelo, geralmente são solitários e ocorrem em indivíduos cerca de uma a duas décadas mais velhos que nos casos relacionados à VHL, que, por sua vez, tem idade média de apresentação de 29 anos, múltiplos, mais comuns na medula espinhal e estão associados a outras manifestações da VHL.Os sintomas podem incluir déficits neurológicos causados por efeito compressivo ou por sangramentos, bem como síndromes paraneoplásicas. Tais déficits dependem do tamanho e da localização do tumor e podem incluir ataxia cerebelar, disfunção do nervo oculomotor, fraqueza motora, déficits sensoriais e dor O método de escolha para o diagnóstico é a ressonância magnética com gadolínio, a qual evidencia em cerca de 60% dos casos lesões císticas infratentoriais, com paredes que não realçam, contendo um nódulo mural com hipo/isossinal em t1, hipersinal em T2 e com intenso realce pelo meio de contraste, podendo apresentar áreas tubulares de flow voids, Nos demais casos, o tumor é sólido, sem cavidade cística.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Leia Também

Artefato de Deslocamento Químico em Ressonância Magnética (Chemical Shift Artifact)

O que é o artefato de deslocamento químico? O artefato de deslocamento químico ocorre na ressonância magnética (RM) devido a pequenas variações na frequência de ressonância causadas pelos diferentes ambientes moleculares dos núcleos. Os prótons de hidrogênio (¹H) da gordura, por exemplo, estão envolvidos em cadeias de triglicerídeos e protegidos por nuvens de elétrons. Essas nuvens reduzem parcialmente os efeitos do campo magnético externo sobre os prótons da gordura. Já os prótons de ¹H da água são menos protegidos porque seus elétrons são atraídos pelo oxigênio, que é altamente eletronegativo. Essa diferença no "escudo" eletrônico faz com que os prótons da gordura ressoem a uma frequência ligeiramente menor que os prótons da água. A diferença é muito pequena, cerca de 3,4 partes por milhão (ppm), o que equivale a 215 Hz em um campo magnético de 1,5 T e 430 Hz em 3,0 T. Como o artefato ocorre? Na RM, a posição espacial dos sinais é atribuída com base na frequência. Se pr...

Como Entender o Resultado da Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata

A Ressonância Magnética Multiparamétrica (mpRM) é hoje um dos exames mais precisos para avaliar a saúde da próstata e identificar precocemente lesões suspeitas. Por combinar diferentes sequências de imagens, ela oferece um mapeamento completo do tecido prostático. Os 4 Componentes Principais do Exame Imagens Ponderadas em T2 (T2W) O que avalia: Fornece o mapa anatômico detalhado da próstata, permitindo diferenciar a Zona Periférica (ZP) da Zona de Transição (ZT) . O que busca: Lesões na zona periférica costumam aparecer como áreas hipointensas (mais escuras do que o tecido saudável). Difusão (DWI / Mapa ADC) O que avalia: Analisa a movimentação microscópica das moléculas de água nos tecidos. O que busca: Células tumorais são muito compactas e "restringem" a difusão da água. Essas lesões aparecem hiperintensas (brilhantes) no DWI e hipointensas (escuras) no mapa de ADC. Perfusão Dinâmica / Contraste (DCE-MRI) O que avalia: Utiliza contraste intravenoso para mapear a ...

Casos reais: "Segura a minha mão? Eu estou com medo de morrer."

O que 20 anos na saúde me ensinaram sobre o verdadeiro significado de um exame. ​Hoje atendi um caso que mexeu profundamente comigo. Uma paciente de apenas 18 anos, recém-saída da UTI sob isolamento de contato por suspeita de leptospirose. O quadro era dramático: uma paralisia súbita nos membros superiores e inferiores levantava a suspeita de uma doença desmielinizante. ​Ela chegou ao setor extremamente angustiada, dominada pelo medo da morte e pedindo para que eu segurasse sua mão. A sensação de impotência diante da perda de movimentos do próprio corpo é avassaladora. ​O desafio técnico era enorme: realizar uma Ressonância Magnética de Neuroeixo com contraste (cobertura completa de cabeça/encéfalo e toda a coluna vertebral). Trata-se de um protocolo rigoroso, com duração de 1h a 1h30, fundamental para mapear esclerose, mielopatias e lesões neurológicas. ​Executar um exame desse porte em um paciente instável requer muito mais do que apertar botões: ​Exige atenção milimétrica ao tempo d...